blogsteiras

12 de agosto de 2010


As vezes as coisas estão acontecendo e a gente sequer lembra de registrar.. Meus pais usavam um caderninho, um diario ou até escreviam uma carta para fazer esse registro. Será que alguem lembra como é isso? Será que meus netos saberão pegar um lápis ou caneta e escrever numa folha de papel? Nem sei se daqui a alguns anos tenhamos papel.. Mesmo eu, confesso, sinto uma certa estranheza quando escrevo alguma coisa alem de anotar um endereço ou telefone..

Apontando um lápis ri sozinho lembrando que houve um tempo em que tinha calos em alguns dedos causados pelo lápis ou caneta, de tanto escrever... Hj se tiver calos será nas pontas dos dedos por conta da digitação...

Mas reparo que ficamos tão ligados nos netos que passamos a observar e aguardar que seus pais registrem suas artes, suas expontaneidades, suas descobertas e sentimos que nosso registro da vida passa a ser em função deles. Aquela sensação de continuidade que sentimos ao ter os filhos parece agora se expandir sem limites ao acompanharmos o crescimento dos netos..

Como é bom não se importar com as pequenas coisas que poderiam nos aborrecer, com as coisas desagradáveis que eventualmente ouvimos de pessoas desagradáveis. Acredito que os parâmetros de irritabilidades foram redefinidos a partir do momento em que nos damos conta de tantas coisas boas que temos na vida e que tornam até injusto nos atermos às pequenas coisas um tanto incomodas. É realmente muito bom chegar nesse estágio da vida dando valor ao que realmente tem valor.


Padu |

25 de maio de 2010


Tempos sem escrever... Não por falta de assunto e acho que nem falta de tempo.. Só mesmo pra não falar de política que está tão surreal que deixei de assistir os filmes de ficção.. Eles são muito reais perto das barbaridades que vejo todo dia no noticiário.
Vejam só: o Brasil do Águia de Haia agora é Brasil do PT. Não precisa dizer mais nada, onde se tinham pessoas inteligentes, com ideais, mesmo que não concordando com eles, tinha que respeitar, agora temos assaltantes, assassinos, terroristas, sequestradores, enfim, o pior que se pode esperar da espécie humana. E ainda se paga para essa corja como se tivessem sido vítimas de alguma coisa.
Pena que só lamentaremos (meus descendentes, imagino) no futuro distante, quando a história registrar que quem morreu pelas mãos e ações dessa malta sumiu da memória e a própria malta será responsabilizada por tornar o país uma piada de mau gosto.

Vejo cada vez mais que o caminho a seguir é se enclausurar em si mesmo, rodear a familia, procurar transmitir aos netos aquilo que eles não verão fora do seu ambiente familiar: decência, honestidade, senso crítico. Decência pra não se deixar levar pelo caminho fácil das conquistas através da derrota alheia, honestidade para serem sempre eles próprios, nos acertos e nos erros da vida, senso crítico para não se deixar envolver por aqueles que usam os meios de divulgação, dos mais variados, para fazer a cabeça daqueles que não a tem.

Somos uma minoria cada vez menor. Talvez destinados à extinção neste mar podre e fétido que estão criando onde deveria existir um país. Mas teimosamente prefiro me manter íntegro, honesto, decente, não me vendendo aos que tomaram o poder como meio de sobrevivência.  Jurássico, eu sei...

Quem sabe num dia muito, muito distante, arqueólogos da história descubram que nem todos eram Lulas, Dilmas, Zé Dirceus e por aí afora...


Padu |

12 de janeiro de 2010


2009 foi um ano meio diferente. Passei boa parte do tempo em SP, coloquei no real as plantas de reforma da casa que ficaram no computador um bom tempo, fiquei feliz por estar mais perto dos filhotes e os filhotes deles, apreensivo com a namorada de sempre rodando Rio acima e SP abaixo, meio bravo por não me deixarem colocar o carro na estrada pra rodar Rio acima e SP abaixo, mas no todo foi um ano em que coisas aconteceram.
2010 promete. Apesar do carnaval, copa, eleições, etc deixarem o ano mais curto, para mim não deve alterar grande coisa. Alias, é bom que seja bem curto mesmo para assim talvez reduzir a quantidade de imbecilidades que nos impigem os políticos brasileiros. (Nem falar então dos nossos vizinhos, esses são como o bode na sala) Se nossos políticos são imprestáveis imagine então pelo que passam "los hermanos" venezuelanos, bolivianos e argentinos??? Talvez por lá a maioria seja tão ignorante quanto aqui e assim nem percebam a vergonha que aqueles de nós com QI de 2 dígitos, pelo menos, temos que passar....
Mas sempre usaremos da nossa infindável capacidade de sobreviver aos idiotas e assim continuar nossa vida.


Padu |

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