blogsteiras

19 de agosto de 2009


Não entendo esses cientistas e correlatos. Do nada aparece na mídia um monte de artigos dizendo que café mata, que faz uma mal danado. Depois de convenceram muitos a abolir a infusão de rubeácea do seu cardápio, vem um monte de artigos dizendo que café é da hora, que faz bem pro organismo.
A mesma coisa acontece com um monte de alimentos. O ovo já foi vilão, criador de colesterol e agora é ótimo com suas proteínas. Chocolate é coisa de obeso mórbido, depois excelente pra repor energias.. Enfim, não sabem o que dizem ou então dão opiniões de acordo com interesses que não se sabe a quem favorece.
Até o cigarro, pasmem ex-fumantes e inimigos da fumarola, tem efeitos benéficos sim, acredite... Ah, ia esquecendo do açucar. Agora o papo é que quem consome muito perde a memória..
E nesse mesmo tom, os xiitas do eco-sistema inventaram que o ozonio, em contato com a pele, cria problemas com a qualidade do ar.
Acho que não demora até que esse pessoal descubra que o ser humano é o grande vilão nas agressões ao planeta e sairão milhares de artigos concluindo que o melhor é a humanidade tratar de mudar de endereço pra preservar a Terra. Quem sabe montamos uma vila em Plutão, um kibutz em Venus. Poderiamos aproveitar e criar um Gulag ne Netuno pra mandar nossos políticos.

O que ninguem fala é que a Terra é um planetinha muito esperto. Quem tem seus ciclos de renovação, criando e destruindo de tal forma que se garante, mantem sua sobrevivência com a humanidade e sem ela. Cria suas eras glaciais, depois as destrói criando um planeta quase todo tropical, explode uns vulcões aqui e ali, desenvolve uns aumentos e reduções de temperatura, enfim, tem vida própria. A humanidade pode altera-la, agredi-la, tentar destrui-la das mais variadas formas, mas a palavra final sempre será dela. Estava aqui milênios e milênios antes do homem. E estará aqui quando o homem não tiver nem mais história ou qualquer lembrança de que um dia existiu.
Parece que é muita pretensão da humanidade achar que é mais do que mera espécie fugaz, passageira dessa bolinha que rola serena pelo espaço.




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