blogsteiras

25 de maio de 2009


As vezes penso em escrever alguma coisa que ronda minha mente e acabo por não fazer isso. Não é preguiça ou coisa assim, mas um sentimento da absoluta inutilidade em achar que muitas pessoas possam mudar. 
Me impressiona a irresponsabilidade com a qual muitos profissionais da midia fazem afirmações sem qualquer base, sem qualquer confirmação através de provas. Colocam no ar palavras que condenam, ofendem, etc sem ter a menor consciência de que seus ouvintes ou leitores são na sua imensa maioria, digamos, pessoas de poucas luzes. Pessoas cuja cultura é limitada, sem poder se entender e interpretar o que é lido ou falado como algo que pode ou não ser real, ser verdade. 
Seria utópico e nada realista entender que a maioria do povo tenha discernimento para ponderar a respeito do que ouve ou lê. Afinal estamos no Brasil, não nos esqueçamos disso.
Vejo profissionais que fazem inflamados discursos, com um olho no resultado do Ibope ou quem sabe em algum premio estilo Pulitzer, sei lá... E nisso acabam por desinformar, passam falsas afirmativas que, como se não soubessem, irá influenciar um povo de cultura limitada que, por sua vez, aceitará as bobagens que dizem como a mais límpida verdade.
Ouço muitas vezes frases como: Ele(a) fala aquilo que eu queria dizer, aquilo que também penso!
Ou seja, falam besteiras e o povo concorda, aceita...
Vejo críticas ferozes contra a "ditatura militar" (ainda mais qdo alguem a chama de "ditabranda", no entanto, essas mesmas pessoas que se enfurecem com o fato, são pródigos em elogios a um Che Guevara, a um Fidel Castro e outros da mesma laia.
Parece que, no entendimento destes, ditatura é bom para os outros e aqui é inaceitável?
Outra bobagem que é repetida com uma constância irritante é a cada caso policial, a cada violência a qual estamos expostos, é a enxurrada de críticas ao sistema judiciário. Sempre que um sujeito é liberado pela justiça ou recebe uma pena num julgamento a qual não concordam, dizem que o judiciário defende os ricos, que libera bandidos de volta ao convívio da sociedade e por aí afora...
Em nenhuma das ocasiões em que li ou ouvi isso o autor se deu ao trabalho de explicar a seus ouvintes ou leitores que juízes seguem as leis e não podem dar pareceres ou sentenças que não estejam rigorosamente em respeito com o que está escrito nos nossos códigos legais.
Em nenhum momento esses profissionais informaram ao público que as leis são feitas pelos representantes que o povo elegeu e que se algum juíz decidir contra elas, não só será considerado incompetente, mas derá azo a que seu parecer seja simplesmente anulado por não seguir a letra da lei. É.. A lei escrita e aprovada por vereadores, deputados, senadores... Não explicam que a enormidade de recursos que fazem um processo, por mais simples que seja, ficar quase indefinidamente protelado foram aprovados por aqueles que o povo elegeu para representá-los.
Parece, enfim, que esses profissionais não se dão conta do imenso poder da palavra. Ou sabem sim a potência dessa arma e a usam sem critério, sem respeito, visando interesses pessoais ou daqueles que consideram seus amigos ou protegidos.
Triste, muito triste verificar que se o povo, em sua maioria é limitado, ignorante, é induzido a acreditar em pessoas que, se inteligentes, imorais; Se ignorantes, um espelho da nossa realidade social.


Padu |

Home