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A verdade dói, a mentira machuca!
Bloggar é preciso...
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5 de outubro de 2007
A parte boa é se tornar sex(agenário) e ter festa surpresa, daquelas boas mesmo. Primeiro por ser realmente surpresa, de deixar a gente com cara de "ué", de "tacho", de ser pego numa enrolação engendrada por esposa, filhos, genro e nora. Aí chega numa chácara, super maneira, encontrando a "famiage" toda lá pronta pra se divertir (um pouco às custas do ingênuo aqui). Presentes, companhia gostosa daqueles que a gente adora, churrasquinho da hora preparado pelo genro, cervejinha no ponto e, claro, um bolo poderoso, daqueles que a gente não come só um pedaço... Mais gostoso ainda é estar de bem com a vida, longe de problemas e preocupações maiores. Ver os filhos, que de dois se tornaram quatro e, breve, cinco, seguirem suas vidas, produzindo, criando, evoluindo.. Quando a família está bem não tem como a gente não estar também. Muitas vezes corremos pedindo socorro aos céus, aos santos das nossas crenças e, não podemos jamais esquecer, agradecer cada dia, cada evento bom que temos. Feliz sim, pois a cota de agradecimentos é infinitamente maior do que os pedidos de socorro. Essa paz, o estado "zen" nem se abala quando descubro que, pelo menos para o plano de saúde, me tornei um "senhor da terceira idade", um ingresso no rol protegido (ou pseudo-protegido) do Estatuto do Idoso... Nem avisaram, nem questionaram, nem enviaram um mail, como tantos que recebi, desejando felicidades... O que me enviaram foi um novo boleto de cobrança com 164% de aumento. Em outras palavras: "agora que vc está com o pé na cova e vai nos dar despesa, pague mais ou caia fora, que estamos aqui pra lucrar e não sustentar velho!" Tudo bem.. Minha saúde, assim como minha genética, tem me mantido longe dos médicos, dos ambulatórios e dos hospitais e acredito que assim continuará por bom tempo. Mas esses pequenos contra-tempos não assustam, não tiram nem meu sono nem minha paz, o que, por sinal, é mais uma garantia de manter a boa saúde.... Como sou um cara muuuiiiiiito paciente, ainda vou rir dos apuros desses planos de saúde quando o país se tornar um país de velhos (idosos de 60 ao mais anos) e, ao mesmo tempo, um país com maior longevidade, coisa que já está acontecendo. Acredito que ainda estarei por aqui pra receber folhetos, telefonemas, etc, desses planos praticamente implorando para que se associe a eles, pois estarão, eles sim, com o pé na cova do mercado. Do mesmo jeito que acontece hoje com uma empresa de TV a cabo que me esnobou até onde pode, até ultrapassar o limite da minha quase infinita paciência, e agora vendo seu mercado minguar, os processos na justiça se avolumando pela sua ineficiência, está desesperada atrás de clientes que sustentem sua arrogância. Que bom estar de bem com a vida e poder pensar nessas coisas sem a menor preocupação. Rindo da situação como se fosse mera peça teatral, que não nos atinge. Fã das "Seleções" desde quando nem sabia ler, nunca esqueci um artigo sempre presente nela, que chamava "Rir é o melhor remédio".. Poderia ser só um título, uma máxima, mas na verdade, pelo menos para mim, é uma filosofia de vida. Thinked by Padu at 17:15 |
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