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13 de dezembro de 2007
É bisonha a tentativa desses imbecis para garantir cada vez mais dinheiro para que possam se divertir e viver às nossas custas. Basta ver o monte de idiotices faladas para garantir a continuidade da CPMF. Chegam ao ponto de prometer (cumprir, nem pensar) em destinar os valores do imposto para a saúde! Oras, ela foi criada para quê? Quer dizer então que até agora esse dinheiro estava indo para o bolso deles? Mas tem coisas mais sutis para que a mão grande dos políticos invada nosso bolso... Uma, pouco divulgada ainda, mas que deveria ser do conhecimento de todos é o substitutivo do projeto de lei nº 29 de 2007. Em síntese, propõe a imposição de 50% de canais nacionais na TV paga e nos 50% restantes, os internacionais, 10% de programação nacional A primeira pergunta que nos fazemos: político não tem coisa melhor para se preocupar? Segunda: Qual o interesse (partindo de políticos, só pode ser escuso) para alterar algo que é uma relação comercial entre empresas e consumidores? Terceiro: Existindo a TV aberta e gratuita, para que a exigência de invadir nossos lares (consumidores de TV paga) com programas de pura baixaria, de mau gosto, especialmente criados para que tem QI negativo? Por quê nos impegir Silvios Santos, Faustões e tantas outras coisas das quais fugimos, pagando para ter o que assistir na TV? Quarta: Sabendo que são vários os politicos que estão por trás de muitas mídias, cujo objetivo inconfessável é promove-los para manter seu "curral" eleitoral e assim se manter vivendo (e muito bem) às custas do povão, o que podemos esperar das TVs pagas "nacionais" senão os Sarneys, etc, cuidando de suas auto-promoções e, com certeza, nos impondo "horários de propaganda eleitoral gratuita"? Não tem jeito.. Os políticos, tão sem virtudes e tão ricos em mau-caratismos, tem mesmo uma só virtude: são incansáveis e incrivelmente criativos na hora de agir contra o povo, de nos arrancar o suado dinheiro, de nos manter como um país ignorante, pobre de espírito, miseravelmente destinado a se submeter a esse grupo imoral, desonesto, predador. Talvez um dia a galinha deixe de botar seus ovos de ouro e, assim, só assim, talvez tenhamos dirigentes públicos dos quais podemos, no mínimo, não nos envergonhar tanto. Senhores deputados João Maia (PR/RN), Wellington Fagundes (PR/MT)(tão nacionalista que tem nome estrangeiro) e Jorge Bittar (PT/RJ) por que não fazer projetos de lei para dar nomes a praças, ruas, etc, que o talento os permite ao invés de querer nos tirar uma das poucas diversões onde não temos que aturar suas ilustres presenças? Em tempo: quem quer ser dono da sua vontade e poder decidir o que quer assistir na TV, acesse: http://www.liberdadenatv.com.br e se dê o direito de, pelo menos, protestar contra mais essa invasão em nossos direitos! Thinked by Padu at 12:44 | 22 de novembro de 2007
Efeito estufa, meteoro, vulcões, era do gelo, vinda do Messias e por aí afora. Umas dão um caráter científico demonstrando como o homem irá acabar com o mundo onde vive, outras tem um cunho religioso e se baseiam em "profecias", "escritos", etc.. Esse lance de profecias são mesmo curiosas.. Como tem adivinho nesse mundo. De tempos imemoriais até hoje sempre tem um "profeta" de plantão, pronto a fazer minuciosas previsões (normalmente do passado) e sempre a mesma coisa: guerra, peste, revoluções, cataclismas..... Não li nem ouvi ainda nenhum dizendo que previu um mundo cor de rosa, a paz no mundo, o controle da população em níveis suportáveis pelo planeta..Nada disso! Aqui temos os nossos, claro! Um deles, um tal Juscelino é muito bom, acerta todas as previsões que faz do passado, ou seja, ele á notícia somente depois de algo notável ter ocorrido. Mostram-se documentos, cartas, etc, mostrando como ele foi preciso. Mas notei algo muito interessante: todas previsões que faz do futuro não acontecem, erra todas!! Deu pitaco nas eleições. Acertou? Nada! Errou todas!! Depois do acidente da Gol, onde ele diz ter previsto, não previu o da TAM e ainda afirmou que em Outubro teríamos outro grave acidente no nordeste. Acertou? Nadinha.... Até o tal Nostradamus, tive o cuidado de ler as tais "Centúrias". Cara, que exercício de imaginação pra dizer que ele acertou alguma coisa... Vão buscar um atropelamento de um pescador bêbado na fronteira da Manchúria (atropelado talvez por um antílope ou coisa assim) e encontram meia dúzia de palavras do Nostradamus pra dizer: Viu, acertou em cheio!! Recentemente um programa fala das previsões de um maia chamado Chalam (será que a tradução é "chalartam"?) Caramba!! O cara não sabia que existiam outros continentes, não sabia que tinham inventado navios, estava lá no cocuruto de uma montanha, tomando todas ou mascando umas folhinhas de coca pra aguentar o frio e, no entanto, "previu" acontecimentos no mundo inteiro (que na visão da época só poderia ser alguns quilometros quadrados onde ele e montes de gerações antes e depois dele viveram). O que vemos nesses programas então é um monte de "especialistas" que "interpretam" essas previsões e, claro, vêem nelas só catástrofes, fim do mundo, etc... Se é pra acreditar nas previsões, cadê o cara que previu a descoberta da penicilina? A invenção da lâmpada? A descoberta de inúmeras curas para doenças que dizimaram milhões de pessoas no decorrer da história? Acredito em ações planejadas, seja no campo pessoal como mundial. Nós temos, ou deveríamos ter, inteligência suficiente para avaliar nossos erros do passado e procurar formas de não repeti-los. Acredito na ciência que estuda nosso mundinho e tudo que alcançam em sua volta para fazer estudos estatísticos e daí dizer que "pode" aparecer um meteoro e ferrar com tudo.. Que "pode" ser que nossa poluição acabe com nossa casinha flutuante no nada do universo... Isso não é previsão no sentido de adivinhação, mas estudos concretos com base em fatos concretos que abrem um leque de possibilidades. O ser humano, nos "antigamentes" poderia se considerar um longevo quando vivia até os 30 e poucos. Sem que ninguem tenha "previsto" hoje ele chega a pelo menos uns 80 não só com naturalidade como saudável e consciente. Que vão acontecer coisas muito desagradáveis no futuro, não tem como se duvidar, tanto quanto aconteceram coisas boas. Mas ao final será que não é melhor viver o presente? Claro que continuaremos a fazer planejamentos, a sonhar com conquistas e tudo o mais, mas não baseados em "adivinhações" em "escritos", mas sim, na nossa vontade, no nosso esforço, na nossa capacidade de avaliar o que nos cerca e viver da melhor forma possível em face disso.. Afinal, se alguem vive das lembranças do passado, não está vivendo o presente. Se alguem vive sonhando com o futuro, não está vivendo o presente. Só terá passado quem viveu o presente, só terá futuro quem construiu sua rota vivendo o presente. Então.... às favas com os "adivinhos"! Thinked by Padu at 14:25 | 7 de novembro de 2007
Claro que aí pagaria com prazer o imposto, mas pagar por algo que não recebi é o fim. Entro com uma reclamação, peço que provem que eu recebi aquela grana e a coisa tá parada até hoje, sem resposta.... Não bastasse isso agora vem de novo uma cobrança enorme. E a mesma coisa, me cobram pelo que a esposa recebeu!!! Recebeu e declarou lá, na declaração dela é claro. E o que eu tenho a ver com isso. Minha declaraçao foi feita direitinho assim como a dela e os caras vem com cobrança. É mole! Sem contar que pra restituir, pagam uma inflaçãozinha, mas para cobrar, 70% de multa e 30% de correção... Só no Brasil mesmo... Thinked by Padu at 20:03 | 3 de novembro de 2007
Certo que minha memória não é das melhores, mas acho que lembraria algo que, pelo menos para mim, é inusitado. Sempre foi algo que a gente sabia que aconteceria: Finados é frio, garoa, cinza geral... Fico pensando se o tal aquecimento global realmente existe... Mas enfim, não se pode mesmo esperar que o mundo continue igual enquanto tudo muda nessa nossa frágil casinha. Impressiona quando a gente voa sobre a Amazonia a 1000 km por hora e só vê o verde lá embaixo.Mas se fosse possível voar o mundo todo, digamos, há 200 anos atrás, quanto verde encontraríamos? Nas nossas viagens pelo interior de SP, por exemplo, o que impressiona é o desenho que percebemos cobrindo toda a extensão de terra. Florestas são raras, é só a terra desenhada por plantações das mais variadas espécies. Progresso? Acho que não, é necessidade mesmo. Todo esse povo tem que comer, tem que se vestir, tem que queimar combustível, então não sobra espaço para a "preservação" que tantos ecologistas e seus equivalentes gostam de falar. A maioria desses defensores da natureza que eu já vi ou conheci, não abrem mão de se vestir, usar relógios e óculos escuros, equipamentos sofisticados para fotografar, medir, avaliar o desmatamento. Vão para as florestas bem equipados, usando carros, barcos e aviões, computadores e daí afora... Será que não percebem que estão usando tudo aquilo que condenam? Não vejo esses defensores da natureza pelados, gritando a pleno pulmões sua defesa pela natureza, mas sim, utilizando de todos os confortos e mordomias da modernidade, destruidora e consumista. Sou contra a defesa da natureza? Claro que não!! Sei muito bem que esse desequilibrio todo nos condenará a uma vida miserável, pela agressão ao nosso frágil planetinha. O que entendo é que não adianta bradar aos ventos que o ser humano está acabando com o mundo. Palavras inócuas, inúteis, idiotas.. Quando se quer realmente resolver um problema, a primeira coisa a se fazer é descobrir o que causa o problema, a "verdadeira" causa. E daí trabalhar para corrigi-la. Oras, o mundo está sendo arruinado por uma causa bem simples: é muita gente pra se sustentar, muita gente lutando pela sobrevivência, consumindo tudo que consegue e, com isso, se habilitando a gerar mais gente, mais consumo, mais destruição.. O que precisamos medir na verdade é quantas pessoas o mundo é capaz de sustentar, sem se destruir, sem se consumir.. Os exemplos de civilizações inteiras que desapareceram estão aí na história, no Discovery Channel, History, etc...Cientistas, pesquisadores e outras tantas pessoas especializadas, concluindo que muitos desapareceram pois consumiram todo seu ambiente e não conseguiram se adaptar em outro. O que consigo enxergar é que ultrapassamos o limite da sobrevivência possível e caminhamos rapidamente para uma espécie de extinção. Não creio na extinção total pois o mundo já passou por umas encrencas consideráveis e se recuperou. Assim que ele der o troco e acabar com a grande maioria dos seres humanos, irá se recuperar de novo. A única coisa que podemos esperar é que os sobreviventes, que não serão mais do que uns 20 ou 30% de toda a população hoje, aprendam a conviver de forma mais equilibrada, menos ambiciosa. Mas até que isso ocorra, acho que nenhum de nós estará aqui pra conferir. A nossa geração, a próxima e talvez mais uma, andará de carro, de avião, consumirá todos os bens que nos dão conforto e reclamarão que ninguem cuida da natureza e de sua preservação.. Daí para a frente, nossos descendentes descobriram de forma dificil, que quem cuida da preservação do mundo é ele mesmo. E o faz de forma muito, muito severa.... Thinked by Padu at 22:41 | 23 de outubro de 2007
Mas já percebo algumas coisas interessantes. Uma: estou ficando velho mesmo! Reconheci quase todos os nomes citados na obra, a maioria dos fatos, o fato de ter vivenciado essa época... Outra: Políticos com ou sem farda são todos iguais. O que a farda "quase" diferenciou uns dos outros é o fato de uma formação mais disciplinada, com maior tendência à obediência à hierarquia. Digo maior tendência pois essa obediência não foi cega. Muitos se empolgaram com o poder, maior ou menor, que obtiveram e extrapolaram sim. Desviaram dinheiro, desviaram bens, baixaram o cacete em quem merecia mesmo e em alguns que não mereciam. Não vou entrar no esquema de hipocrisia que grassa em nosso país e dizer que sou contra tortura, contra encher de bolacha uns ou outros. Não sou a favor da tortura, não aquela em que endoida o "elemento" a ponto de torná-lo um alienado inútil. Mas pressão em cima, um "terrorzinho" pro sujeito cair na real, isso não dá pra ser contra... Podem falar: "Ah, mas a ditadura tinha que ser combatida!" Se pensarmos em ditadura, num estado que relega sua Carta e seus Códigos, concordo sim. Mas, como no caso do Brasil, um troca de comando que não deu um só tiro, que tirou um presidente do poder e colocou um militar só nas "confabulações internas" deve ser deposto com bombas, atentados, assaltos e assassinatos? Quem concordou com essas atitudes pode reclamar se ficou pendurado num "pau de arara"? Se pensarmos que um regime, bom ou mal, tem que ser deposto na bordoada, com tiros e bombas, com dinheiro vindo da ilhota do barbudo "highlander" como poderemos nos indignar com aviões lançados contra prédios nos Estados Unidos? Sob o ponto de vista do outro barbudo das "arábias" (aliás, já notaram que todo líder que não presta é barbudo?) os Estados Unidos é a encarnação do Mal e ele é só um ferrrenho defensor dos ensinamentos de Alá... A coisa não tá legal? Não concorda com quem está no poder e está extrapolando? Se eduque, promova a educação de quantos puder.. A força sempre vence sim, num primeiro momento, mas a inteligência é que tornou o ser humano algo um pouco mais evoluído que as outras espécies. Thinked by Padu at 18:19 | 17 de outubro de 2007
Não tem como dizer que a internet não é um paraíso... Acho que nunca aconteceu de procurar algo e não encontrar aqui. Sem contar o que não procurei mas pipoca na minha tela, no meu mail... Só o que aparece de mails ofertando viagra e o tal "enlarged your penis" ou coisa assim seria suficiente para entrar no Guinnes como o mais tarado e o dono do maior bilau do planeta.... E não tem jeito, pode usar o filtro que quiser, mudar seu mail.. É questão de tempo para aparecer essas coisas, mas faz parte. Acho que a diversão e utilidade da net tem um preço. Das coisas mais recentes, duas me chamaram a atenção: 1- A novela política tendo como protagonista o Calheiros... nome apropriado, pois deve vir de "calha", aquilo que recolhe tudo e joga num mesmo lugar... Ainda acho que tudo isso nada mais é do que falta de assunto da mídia. Afinal qual é a novidade? Acho que só elegeram o cidadão como o "político corrupto" da vez.. Como poderiam ter escolhido outros 500 e tanto... Alias isso é que é triste. Quantos realmente ficam indignados, estupefatos, surpresos, etc,etc, quando o assunto é corrupção neste país? Alguem liga pra isso? Alguem acredita que isso é coisa de minoria privilegiada ou não? Dizem que o povo brasileiro é honesto, trabalhador, etc.. Po, moro no Rio há 5 anos e não é bem isso que vejo não... É o sujeito que passa pelo sinal vermelho, aquele que pára o carro onde quer sem se incomodar com a sinalização, o cara que recebe troco errado e se faz de morto (a menos que seja contra ele)... Já ocorreu umas duas ou tres vezes de depois do choppinho com amigos, receber a conta, conferir e perceber que está errada. Chamo o garçon com a conta na mão e o cara já vem com cara de poucos amigos. Mostro o erro e peço pra acertar pois deixou de cobrar isto ou aquilo. Depois da cara de surpresa, vai ao caixa que, a primeira coisa que faz, é olhar na minha direção com cara de espanto!!! Pois é... Isso quer dizer que não é o que normalmente acontece, né? Se o cidadão burla a lei, dá um rolê no próximo por alguma merreca de grana,etc e acha que só está fazendo coisas pequenas, que não vão "matar" ninguém, porque irá se "abismar" quando um empresário ou empresa sonega, quando político mete a mão em grana alheia? É algo lamentável, mas na nossa legislação existe algo conhecido como "crime de bagatela" que, mal interpretado como é usual, diria que se pode roubar desde que seja pouquinho.... Não sou fã dos americanos, mas tem algumas coisas interessantes por lá, nessa área: roubou é ladrão! Não importa se o produto do roubo seja um palito de dentes ou uma limpeza no "Fort Knox". É ladrão e pronto! Vai parar na justiça e tomar um ferro legal... Enfim.. Um dia a maioria vai descobrir que só a educação, daquelas boas, que (como os americanos de novo) canta o hino nacional até pra fazer xixi no banheiro, poderá mudar essa nossa cultura do "se a farinha é pouca, meu pirão primeiro!" Bom, outra coisa que me chamou a atenção foi o filme Tropa de Elite... Minha filha disse pra assistir, já que sou avesso a filmes nacionais (mas isso é assunto pra outra postagem). Minhas críticas ao cinema nacional se encaixam razoavelmente bem nesse filme tambem, mas fiquei surpreso com o tom de veracidade, com a forma como se apresenta políciais corruptos ou não, até mesmo com o desempenho dos atores principais. Uma história dura, violenta mas equlibrada como leveza e humor. Não vi no filme uma "denúncia", o que vi é uma realidade que só quem não quer ver pode achar estranha. Quem já circulou pelas favelas, já viu a bandidagem ao vivo e nas más cores, já passou por botequins de esquinas em bairros mais distantes e viu os carinhas fazendo carreirinhas pra cheirar o pó sem qualquer preocupação com polícia ou quem quer que seja... Enfim, um filme mostrando uma realidade "real' e não "endeusando" bandidos como se fossem vítimas do meio, da sociedade burguesa ou qualquer outra bobagem dessas que ONGs que vivem às custas do Estado adoram proclamar por aí.. A única coisa que entristece no filme é saber que são tão poucos os verdadeiros policiais que poderiam por bandidagem pra correr... E talvez, quem sabe? acabando pelo menos com muitos bandidinhos não nos livraríamos também de um pouco dos "bandidões"? Thinked by Padu at 12:54 | 5 de outubro de 2007
A parte boa é se tornar sex(agenário) e ter festa surpresa, daquelas boas mesmo. Primeiro por ser realmente surpresa, de deixar a gente com cara de "ué", de "tacho", de ser pego numa enrolação engendrada por esposa, filhos, genro e nora. Aí chega numa chácara, super maneira, encontrando a "famiage" toda lá pronta pra se divertir (um pouco às custas do ingênuo aqui). Presentes, companhia gostosa daqueles que a gente adora, churrasquinho da hora preparado pelo genro, cervejinha no ponto e, claro, um bolo poderoso, daqueles que a gente não come só um pedaço... Mais gostoso ainda é estar de bem com a vida, longe de problemas e preocupações maiores. Ver os filhos, que de dois se tornaram quatro e, breve, cinco, seguirem suas vidas, produzindo, criando, evoluindo.. Quando a família está bem não tem como a gente não estar também. Muitas vezes corremos pedindo socorro aos céus, aos santos das nossas crenças e, não podemos jamais esquecer, agradecer cada dia, cada evento bom que temos. Feliz sim, pois a cota de agradecimentos é infinitamente maior do que os pedidos de socorro. Essa paz, o estado "zen" nem se abala quando descubro que, pelo menos para o plano de saúde, me tornei um "senhor da terceira idade", um ingresso no rol protegido (ou pseudo-protegido) do Estatuto do Idoso... Nem avisaram, nem questionaram, nem enviaram um mail, como tantos que recebi, desejando felicidades... O que me enviaram foi um novo boleto de cobrança com 164% de aumento. Em outras palavras: "agora que vc está com o pé na cova e vai nos dar despesa, pague mais ou caia fora, que estamos aqui pra lucrar e não sustentar velho!" Tudo bem.. Minha saúde, assim como minha genética, tem me mantido longe dos médicos, dos ambulatórios e dos hospitais e acredito que assim continuará por bom tempo. Mas esses pequenos contra-tempos não assustam, não tiram nem meu sono nem minha paz, o que, por sinal, é mais uma garantia de manter a boa saúde.... Como sou um cara muuuiiiiiito paciente, ainda vou rir dos apuros desses planos de saúde quando o país se tornar um país de velhos (idosos de 60 ao mais anos) e, ao mesmo tempo, um país com maior longevidade, coisa que já está acontecendo. Acredito que ainda estarei por aqui pra receber folhetos, telefonemas, etc, desses planos praticamente implorando para que se associe a eles, pois estarão, eles sim, com o pé na cova do mercado. Do mesmo jeito que acontece hoje com uma empresa de TV a cabo que me esnobou até onde pode, até ultrapassar o limite da minha quase infinita paciência, e agora vendo seu mercado minguar, os processos na justiça se avolumando pela sua ineficiência, está desesperada atrás de clientes que sustentem sua arrogância. Que bom estar de bem com a vida e poder pensar nessas coisas sem a menor preocupação. Rindo da situação como se fosse mera peça teatral, que não nos atinge. Fã das "Seleções" desde quando nem sabia ler, nunca esqueci um artigo sempre presente nela, que chamava "Rir é o melhor remédio".. Poderia ser só um título, uma máxima, mas na verdade, pelo menos para mim, é uma filosofia de vida. Thinked by Padu at 17:15 | 16 de agosto de 2007
É o caso dos ministros do STF. Como fiscal da natureza tenho tempo suficiente para acompanhar o trabalho desses ministros e assistindo algumas das decisões que tomam como Supremos Juízes, Supremos Guardiães da Leis do país. No entanto, vejo que algumas decisões soam no mínimo estranhas, aos nossos pobres ouvidos leigos. Não entendemos os porquês de determinadas decisões que parecem fugir à lógica, ao bom senso. Mesmo entendendo que leis podem apresentar essa característica, é de se esperar que esses ministros tenham sensibilidade para fazer a interpretação dessas mesmas leis visando a proteção, o interesse da coletividade. É admirável a posição das pessoas, que em sua vida profissional, se dedicam a julgar as outras. É algo que considero difícil, complexo e que exige não só um farto conhecimento das leis, mas principalmente, uma enorme sensibilidade para se manter ao corrente da vida do país, pois as leis não mudam com a mesma velocidade dos fatos e tornam-se, muitas vezes, de protetoras do interesse público em sua inimiga. Se a simples e direta aplicação da lei fosse suficiente, bastaria que fôssemos razoavelmente alfabetizados e com habilidade para abrir os códigos e fazer "justiça", seguindo a letra da lei. Mas não, não é assim que funciona a justiça! Aplicar a lei mas sempre avaliando os fatos frente à lei, frente aos envolvidos, frente o ambiente em que ocorrem os fatos. Não é ao acaso que o símbolo mais conhecido da justiça seja a balança.. Aí, ao vermos a forma como políticos notoriamente envolvidos em falcatruas, até em crimes, conseguem resultados surpreendentes nas decisões do tribunal maior. Entende-se o empenho enorme desses ao fugir do juízo comum e lutar pelo foro privilegiado. Não bastasse isso, vemos ministro do supremo se colocando contrário ao uso, por exemplo, de vídeo-conferência no julgamento de elementos perigosos. Se vangloriam de trabalhar pela modernidade da justiça, alardeiam o uso da mídia, da informática, etc, para o desenvolvimento mais econômico, mais rápido da Justiça.. No entanto, preocupam-se tanto na defesa dos direitos de marginais contumazes e confessos, que nos relegam a plano inferior, como cidadãos de bem. Ao ter relativa convivência com juízes em 1ª Instância, aqueles que desenvolvem seu trabalho, seus pareceres, praticamente "olho-no-olho" com as partes envolvidas, enfrentam não só partes, mas advogados empenhados na defesa do interesse de seus protegidos que muitas vezes, ultrapassam os limites até da legalidade, do bom senso. A curiosidade nos faz procurar razões para que os ministros se mostrem, aparentemente, tão distante dessa realidade. O que encontramos? Onze são aqueles que estão na mais alta esfera das decisões jurídicas, ou seja, são onze pessoas que imaginamos terem a maior experiência e conhecimento jurídico. Imaginamos que essas pessoas vivenciaram todo o processo que lhes dê o embasamento não só teórico, mas principalmente, real, de base. Com esse pensamento analisamos mais detalhadamente quem são. E descobrimos que, dos onze, somente dois exerceram as funções de juíz!! Somente dois deles vivenciaram todos os trâmites, as dificuldades, o ambiente sempre pesado e difícil das "turras" jurídicas. Os demais sempre estiveram numa posição parcial, lutando pelo interesse ora do Estado ora daqueles que os contratam para sua defesa. Sempre estiveram de um lado ou outro da balança, sem nunca ter assumido a difícil posição do fiel dessa balança! Nos empolgamos, muitas vezes, com algumas pessoas. Nos decepcionamos, muitas vezes, com algumas pessoas. Thinked by Padu at 15:28 | 3 de agosto de 2007
E eu achando que Congonhas é muito no centro da cidade...Mas acho tambem que não gostaria de usar esse aí, de Gilbratar....
Thinked by Padu at 18:35 | 30 de julho de 2007
Bom para atletas sentirem seus limites, comparar suas atuações, buscar o melhor dos treinamentos transformando-os em resultados. Uma coisa que me desagradou foi no final, quando o presidente do COB foi pródigo nos elogios (ninguem me tira da cabeça que o Pan foi um degrau para sua candidatura a ODEPA) e não minimizou, mas desprezou as falhas e algumas realidades que podem incomodar, mas que é necessário discutir, avaliar e desenvolver planejamentos. Primeiro: o nível da competição. Tivemos excelentes resultados, novas marcas, atletas se superando para quebrar recordes. Natação em destaque nesse aspecto. Mas tivemos atletas displicentes, atuando para o "gasto", se acomodando na obtenção de uma medalha e não no desafio de superar limites. Chegamos ao ponto de atleta perder a segunda colocação por desacelerar numa corrida antes do final. Um atleta travestido de comentarista ainda disse que o atleta não compete contra os demais, mas contra o relógio, contra seus limites. Falou bobagem da grossa pelo próprio exemplo que dei. Não podemos fazer "vista grossa" ao fato que algumas equipes foram compostas por atletas em formação, que vieram mais para aprender, pegar o "timing" de competição do que lutar pelos primeiros lugares. Isso ficou evidente demais no caso dos Estados Unidos. Segundo: A triste falta de educação do povo, se portando de forma lamentável em algumas ocasiões. Não critico o povo, mas sim a organização que não soube aproveitar o momento para "educar" aqueles que não estão acostumados a competições que não sejam os esportes coletivos. Exceção talvez tenha sido o hipismo, onde a locução pedia para a assistência se manter em silêncio durante as provas. Critico sim, ex e atuais atletas brasileiros que não só concordaram com a postura da platéia como incentivaram vaias para atrapalhar a performance de outros atletas e, no cúmulo, participaram dessa postura tão pouco civilizada. Os organizadores, mídia, etc, deviam lembrar aos que não se portaram que o COI avalia tambem a acolhida que atletas e delegações terão em futuros eventos para decidir se aprovam o país para sediar outros eventos. Não sei se estou otimista demais, achando que o momento é ideal para utilizar todas as instalações e a motivação geral para arrebanhar talvez milhares de pessoas e iniciar um garimpo de futuros atletas. Não podemos esquecer que muitos dos atuais estão em fim de carreira. A competição paralela criada pela mídia, entre Brasil e Cuba, poderia acrescentar as razões pelas quais Cuba se sai tão bem em determinados esportes. São áreas em que o Brasil poderia se tornar potência mundial pois não requerem grandes investimentos. Lutas, algumas categorias do atletismo, etc, dependem de um espacinho, um pedaço de chão e boa vontade. Num "campinho" de futebol de periferia comportaria centenas de adolescentes correndo, saltando, ao invés de limitar a 22 correndo atras de uma bola. Nesse campinho poderíamos tirar centenas de "mão de obra do crime" e começar a mudar a imagem da cidade e do país, gerando atletas. O espaço está aí, a "mão de obra" talentosa por natureza, está aí. Por que não aproveitar as vaias recebidas para ficar constrangido, envergonhado, e fazer algo que seja realmente para melhorar a sociedade, valorizar o pobre, dar a ele mais que esmola, oportunidade? Thinked by Padu at 17:21 | 24 de julho de 2007
Pois é.. A disputa na mídia hoje é entre cobrir o Pan e noticiar tudo que ocorre nos aeroportos do país. Estradas que são verdadeiras armadilhas mortais foram desativadas, refeitas? Favelas distribuídas por todo o país tiveram um freio ou qualquer solução para que não se tornassem um celeiro de bandidos? As leis colocaram mais DEVERES aos cidadãos, como profissionais, como pais, como administradores públicos e privados para que se possa criar uma geração mais preparada, mais séria, mais honesta? Ou só tem criado leis onde os DIREITOS não se equilibram com os DEVERES? Thinked by Padu at 14:45 | 8 de julho de 2007
O que é um bandido? (3) O “sem nome”! Todo mundo do meio sabe que depende dele pra garantir os fornecimentos, seja de armas, de drogas, seja para manter o esquema funcionando sem interferências indesejadas. “Ele” não aparece. Não aparece como envolvido, como parte do esquema. Aparece sim, na mídia, nos eventos, nas páginas de economia de revistas e jornais.. São muitos.. O “Homem” na verdade é um amplo grupo que, muitas vezes, se conhecem por outras ações e não pelo envolvimento em qualquer atividade escusa. Instruídos, PhDs ou pelo menos, conhecidos e esforçados empresários que fizeram sua fortuna através de muito trabalho, de muita iniciativa empresarial, de arrojo e criatividade. É.. Mais ou menos isso... Todos eles tem a mesma característica da “vida pública”, de projeção ao mesmo tempo que cuidam de outros interesses, de uma complexidade que só eles são capazes de controlar. Nada do que fazem nessa “segunda” vida é de forma direta, contatos “face-to-face”. Para isso mantem um batalhão de assessores, empregados ou não de suas atividades lícitas. Nessa atividade, que o público sequer imagina, controlam com grande determinação e muita sutileza todas as áreas que interferem ou participam de seus objetivos. Nunca deixam de prestar seu apoio financeiro às facções políticas, sempre acendendo suas velas para Deus e o Diabo. Sempre garantindo que, seja que for que esteja no poder, será sempre alguém pronto a ter a vista embaçada e o raciocínio prejudicado quando se tratar de investigar as atividades dos “Homens”. Cuidam eles até de manter um grupo de “imoláveis”, de “fritáveis” prontos a seguirem para o sacrifício se algo der errado. Importante é manter o “Homem” livre de qualquer suspeita, nem que isso acarrete ficar rodando de prisão em prisão, se passando por grande líder das atividades ilegais. Alguns anos de xadres, de exposição na mídia como sendo o “bandido” até são úteis para manter o grupo unido, acreditando que é melhor manter a obediência e os negócios funcionando. Alem disso, esse sacrifício garante que toda a família do “fritado” possa receber as compensações e manter as engrenagens dos negócios bem lubrificadas. O “Homem” se projeta nas atividades empresariais, nos apoios que dá à cultura, ao esporte, às entidades benemerentes... Um exemplo de cidadão, claro! Como poderia ele negociar com os “empresários” da Europa Oriental, com os “empresários-agricultores” de Colômbia, Bolívia, etc...garantindo que seus “subordinados” tenham todo o material de apoio e matéria prima pra desenvolver os negócios? Algum deles já foi suspeito, indiciado, condenado por suas atividades ilegais? Claro que não, como poderia?? O elo que os liga ao chamado submundo não existem. Qualquer subordinado com mais de dois neurônios sabe que é melhor morrer a falar o que seja sobre ele. Isso aqueles pouquíssimos que sabem de sua existência, pois a grande maioria nem imagina para quem realmente trabalha. Eles estão por aí.. Não há quem não os conheça. Mas também são raríssimos aqueles que sabem de “todas” as suas atividades. Não se empetecam de ouro e jóias. Seus carros são modernos e potentes, devidamente blindados, mas sem a ostentação típica de marginal que ganha um pouco mais ou de jogador de futebol que quer aparecer. São sempre eles os primeiros a condenarem a deplorável situação de violência do país. Cuidam até de promover e dar apoio àquelas entidades que lutam de forma tão patética contra a violência e contra as drogas. É.. O “Homem” é o bandido, sem dúvida! Mas quem é o “Homem”???? Alguém sabe? Alguém o aponta? Alguém lutará contra ele? Quem sabe, um dia... Thinked by Padu at 12:50 |
O que é um bandido? (2) “Os caras”! De segunda não.. De terceira, quarta, quinta... Pé de chinelo! Manézinho que mal sabe fazer as contas dos ganhos, mal sabe pesar o pó e dividir nos sacolés... Mais um grupo pra fazer a grana entrar pro esquema... Thinked by Padu at 00:10 | 6 de julho de 2007
O que é um bandido? São esses caras que podem dar um outro rumo da vida dele. Mas quando circulam por lá, preferem conversar com os mais velhos. E Fulano Junior já perceber que depois de uma conversa com “os caras” aqueles pivetes somem. Acaba o jogos de bola, as brigas de pipas onde o cerol é a arma. Nas raras vezes que aparecem é pra se exibir, mostrar o tênis da moda, um “raiban” diferente, enfim, umas cópias empobrecidas dos “caras”, mas mesmo assim, muito melhor do que os Fulanos Juniores que ainda não tiveram uma conversa com “eles”. Ter grana pra comprar uma bola, incrementar o visual pra se enturmar, até pode rolar uns cordões de outro pra botar banca.. “To nessa, claro!”... Ganha uma “ferramenta”, municiada, pronta pra encarar os bacanas pra levar bem mais que uns trocados ou um cordãozinho de ouro. E quem vai encarar? Quem vai bancar o macho com um berro apontado no meio da cara? Junior ta noutra, não tem tempo pra pensar nos derrotados, nos ferrados.. Não é não... Fulano Junior é o piso, o peão, o nada que movimenta a arrecadação, um a mais.... Vamos ver... Vamos deixar Fulano Junior com seus “ganhos”, sua vida (que ele não sabe) mas será mais curta do que ele pode imaginar e acompanhar um pouco pra saber quem são “os caras”.... Thinked by Padu at 12:41 | 23 de junho de 2007
.... ... Não?.... .. Bom, então vou entrando que afinal resolvi aceitar a mudança e consegui lembrar alguns detalhes como login, senha, etc.... Foram longas férias de Fevereiro até agora. Muitas coisas mudaram, outras continuam como sempre... Qualquer hora vou começar a escrever sobre as coisas curiosas desse nosso país tão rico em histórias pra contar, fatos pra comentar, surpresas vindas de todos os lados, todos segmentos da sociedade. Tem coisa boa sim, só precisa procurar com cuidado.... Logo apareço de novo... Thinked by Padu at 16:43 | 8 de fevereiro de 2007
Agora um tempo pra colocar a casa em ordem e começar a realizar algumas coisas planejadas. Só não sei se volto a bloggar por aqui, já que o Google tá me colocando pra fora, praticamente me obrigando a criar um novo canto para registrar minhas besteirinhas. Não sei.. Talvez abandone este e vá pra lá, talvez abandone este e não vá a lugar nenhum.. Gosto das mudanças que eu planejo, mas detesto mudar por ser obrigado a isso, daí, se sumir pelo ciberspace já sabem: fui! Thinked by Padu at 17:47 | 3 de janeiro de 2007
Promessas? Não, sem promessas.. Aliás há muito tempo não faço nenhuma. Desejos? Alguns.. Nada de extraordinário, alguns desejinhos de consumo nada mais... Sonhos? Sou daquelas pessoas que, se sonham, não conseguem lembrar do que sonhou. Daí, se não lembro de sonhos dormindo, não vou sonhar acordado. Tenho o principal: família, saúde, um teto e comida na mesa. Se faltam algumas coisas são "cosméticos" e esses a gente vai conseguindo um a um.. Thinked by Padu at 14:29 |
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