blogsteiras

28 de março de 2006


Hilário, não fosse trágico!
Vejo, leio e ouço agora "expoentes" da mídia, escritores, artistas, jornalistas, empresários... Um monte de pessoas que imagino letradas, com um nível cultural razoável se dizendo decepcionados, iludidos, etc, com relação ao governo..
Agora? Só agora?
De que valeram anos de estudo formal (ou como dizia um idiota conhecido meu: "formação acadêmica"), horas e horas de leitura, por força do trabalho ou pelo simples prazer?
Como esses "expoentes" votam? Como grande maioria do povo brasileiro? Tipo: chega na hora e aperta o botãozinho?

Dizem que o povo é burro e não sabe votar. E eles? Não leram, não assistiram a evolução de um fantoche se dizendo líder dos trabalhadores e que acabou com o emprego e as empresas do ABC paulista?
Nunca perceberam o "trabalhador" que nunca trabalhou? Que sempre viveu dos "favores" de amigos? Nunca ouviram o próprio dizer em alto e bom som, tudo que tenho foram os amigos que me deram?

Agora vêem a público fazer o "mea culpa"? Se dizendo decepcionados, iludidos?
Se esses são a "inteligência" do país, por que culpar o povo por ter votado nele?
Burros, ignorantes aqueles que ouviram a opinião desses mesmos e decidiram seus votos?

Ou ignorantes aqueles que emitem opiniões, influenciam o povo com sua pseudo cultura ou, quem sabe, visando interesses outros?

Pessoalmente sou contra o PT antes mesmo dele existir, pois já pressentia o caminho dessa malta quando atuavam, como verdadeiros guerrilheiros e radicais nas indústrias paulistas.
Sou a favor de algum partido político? Não, isso não existe no Brasil. Aqui existem quadrilhas que se formam para defender seus próprios interesses. Quem duvida que acompanhe as ações deles no Congresso, nas Assembléias, nas Câmaras...
Quando voto penso somente numa opção: tentar escolher o "menos ruim", o "menos desonesto", o "menos ignorante", o " menos corrupto", o "menos comprometido com alianças exdrúxulas com o objetivo de alcançar o poder"

Quando voto penso que posso estar colocando alguem comprometido em servir ao País e ao povo. Mas penso também o quanto ele será pressionado para fazer conluios, se integrar "às cobras criadas" que dominam os poderes. Torço, talvez inutilmente, para que consiga se manter íntegro em suas ações e convicções, mesmo correndo o risco de não mais se eleger.
Quando voto jogo talvez com a inocente esperança que, aos poucos, se consiga enterrar de vez os "coronéis" e ter uma base política feita por idealistas, mas não radicais. Por práticos e eficientes e não por "burrocratas".

Enfim, por honestos e capazes que nos representem e não nos envergonhem todos os dias.

Sonhar ainda é de graça, não recolhe INSS, não paga IR e não pode ser devassado por quebra de sigilos ou medidas liminares...

Quem quiser sonhe como eu. Quem sabe, um dia, nossas ações, nosso voto, torne realidade esse sonho que parece tão impossível....


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