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12 de dezembro de 2005


Decisão... Decidir...

Alternativas, possibilidades, escolhas, rumos...

Estranhou o uso das palavras? Não, né? Pensou sim, mesmo que de relance, nas situações em que já se encontrou e teve que decidir, escolher...

Claro, existem as escolhas fáceis, claras e objetivas. Ninguem pára muito para pensar no que fazer numa escolha entre o bom e o ruim. Quanto tempo podemos gastar para decidir em estar com boa saúde ou ficar doente? Martelar o dedo ou o prego?
Outras talvez nos façam pensar rápido e decidir logo, se temos que escolher entre o bom e o melhor. Tipo, passo o Reveillon na praia ou no campo? Compro um Omega ou um Taurus?

Mas e aquelas que parecem proliferar sempre na nossa vida, onde o bom não está tão claro, o ruim pode estar escondido nas entre-linhas do pensamento, o ótimo pode ser uma ilusão criada pelo nosso otimismo?
Onde deixar ficar é bom, cômodo, satisfaz, mesmo com pequenas e eventuais perdas; onde o melhor, atrativo, desafiador, nos deixa entrever sutis nuvens escuras da incerteza, do medo atávico pelo desconhecido?

Ir ou ficar? Pesamos prós e contras, analisamos vantagens e desvantagens... Procuramos exercitar uma intrincada adivinhação do futuro, criando imagens mentais do que será ou do que seria. Se deixo tudo com o está, como seria se tomasse outra decisão?
E se decidir mudar? Como seria ter deixado tudo como estava?

Se decido mudar, qual o futuro do antigo passado? Se deixo tudo como está, qual o futuro do futuro que não escolhi?

O jeito então será decidir o futuro, olhando um pouco para o passado. Quantas decisões tomei ou deixei de tomar? De quantas me arrependi? Quantas decisões tomadas se confirmaram ao longo do tempo, solidificando a certeza de ter tomado o rumo certo? Das que me arrependi, quanto afetaram minha jornada?

Quer saber? Não importa! Se decidi certo ou errado, eu decidi. Se deixei ficar foi porque assim decidi. Se decidi mudar foi por achar que esse era o rumo a ser tomado. Então valeu a atitude, a ação vencendo a indecisão.

Que a "vida me leve" tanto quanto "eu levo a vida"!


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